Todos estamos carecas de saber o que a bandidagem faz, coagindo pessoas pelo celular e forjando seqüestros com nossos entes queridos.
Um colega já sofreu esse tipo de golpe, onde disseram estar de posse de seu pai. O coitado gastou R$ 300,00 em cartões telefônicos. Ele até tentou ligar para o celular do pai, mas estava desligado. Então, na dúvida, fez o que os bandidos mandaram. No final das contas, além do prejuízo de R$ 300,00, tudo estava bem. Seu pai, que era professor, estava com o celular desligado pois estava dando aulas naquela hora.
Com a minha sogra aconteceu algo muito estranho. Na madrugada, por volta de 0:22h o celular dela tocou. Como ela estava dormindo e o celular carregando a bateria na sala, demorou a atendê-lo. Quando ela pegou o aparelho ainda ouviu alguém dizer do outro lado da linha: “- Não atendeu.” e um zumzumzum de pessoas falando ao redor. Ela foi olhar no identificador de chamadas e viu que era o meu número residencial de onde eu e a filha dela moramos. Ela pensou que se fosse algo importante ligaríamos novamente e foi deitar.
Hoje ela nos contou o ocorrido, porém não houve essa ligação do meu aparelho. Não temos telefone sem-fio e nem temos extensão em casa. Moramos apenas eu e minha noiva. Ou seja, essa ligação não partiu do nosso aparelho.
Liguei para a GVT, que é nossa operadora de telefonia, mas eles ainda não tem como ver se a ligação está registrada em minha fatura. Ligamos para a TIM e lá confirmamos que ela recebeu tal ligação.
Fomos à delegacia de polícia daqui do bairro para, pelo menos, registrar um B.O. e avisar o que aconteceu. Mas nada foi feito. Disseram que não houve crime e não poderiam fazer nada. Queríamos apenas que o ocorrido fosse registrado para que, se acontecesse com outras pessoas, pudessem identificar aí um golpe.
Para evitar dores de cabeça, troquei o número de telefone.
Se pensarmos no que aconteceu, tendo em vista um golpe, poderíamos pensar no seguinte:
- Meu telefone foi clonado ou bandidos tiveram acesso às minhas ligações telefônicas;
- Levantaram o número celular que era mais ligado (o da minha sogra, já que minha mãe mora em outro estado);
- Ou com o telefone clonado ou de alguma forma “maquiaram” o número de origem fazendo com que aparecesse o meu no identificador de chamadas;
- Caso minha sogra tivesse atendido o telefone, os bandidos não teriam dificuldade em convencê-la de que meu apto. teria sido invadido por bandidos e eu e a filha dela estaríamos sendo feitos de reféns, pois o número que aparecia no celular era o da nossa residência.
Com tudo isso, aprendi uma coisa: Caso alguém ligue, dizendo que um ente querido foi feito de refém, desligue e tente imediatamente um contato com este parente, amigo etc. Não dê ouvidos a esses bandidos, pois o que eles querem é fazer o terror.
Geralmente ligam de madrugada, onde vai pegar a vítima desprevinida e ainda sonolenta, com raciocínio lento o bastante para ser enganada mais facilmente.
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